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Antes de julgar, informe-se

isabella nardoniSem tem uma – entre várias outras – coisa que sinto imensa falta de o NoMínimo não mais existir é a capacidade que os colunistas do finado site tinham de surpreender o distinto público com as suas opiniões.

Opiniões todos têm. Mas as sensatas, são raras. As sensatas baseadas em informação, ainda mais difíceis de se encontrar.

Essa é uma das minhas lamentações. Acompanho aqui, ali e acolá alguns dos remanescentes de NoMínimo. E saudei a volta nos últimos dias de outro cara do mesmo quilate dos três anteriores: Guilherme Fiuza.

Pois o Fiuza foi na pleura hoje. No ponto. Com invejável bom-senso, o país tomado pela tragédia com a menina Isabella Nardoni, morta após cair de uma janela do apartamento onde morava com os pais, ele escreveu:

O pai tem pinta de ser o assassino? Pode ser. O problema é que pode não ser.

O Brasil inteiro sofre. O Brasil inteiro quer justiça. Mas é bom avisar ao Brasil inteiro que a tragédia pertence, antes de tudo, à família da menina Isabelle. Sejam quem forem os vilões. Não é o Big Brother.

O texto é, antes de tudo, uma aula para quem é jornalista. Para os apressados de plantão e os integrantes dos tribunais de execução. Principalmente para um país em que a imprensa fabrica Escolas Base aos borbotões…

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e o kiki?

informação publicada na excelente coluna de erico valduga. ainda não conhece o periscópio? vai correndo.

Informação importante, de fato

Chamada, com foto de uma moça, no alto da página de um dos mais freqüentados sites de notícias: “Carol Castro deixa restaurante com amiga”. Abre-se a matéria, e vem a mesma foto, com este título: “Com os cabelos vermelhos, Carol Castro almoça no Leblon”. Clica-se e chega-se à matéria, sempre com a mesma foto da moça, sem a amiga, que deve ser fantasma: “A atriz Carol Castro, 23 anos, foi fotografada nesta quinta-feira após almoçar com uma amiga em um restaurante no bairro do Leblon, Rio de Janeiro. Carol, que se prepara para interpretar no teatro a personagem principal de Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado, exibiu os seus longos cabelos vermelhos, pintados desde que começou a estrelar campanha publicitária de uma marca para tintas de cabelo. A última personagem de Carol Castro na televisão foi na novela O Profeta, em que vivia a vilã Ruth”. Como diz o colega paulista Carlos Brickmann, ainda bem que o editor de Periscópio abriu a matéria, e dormiu bem-informado.

é por isso que o pânico pergunta: e o kiko? e a kika? e a o kiki?

ainda que eu ache que o erico não veja o programa, ele deve ter-se feito as mesmas perguntas ao se deparar com esse festival de desinformação.

e o que que isso importa?

quanta relevância na “notícia” publicada pelo portal…