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Antes de julgar, informe-se

isabella nardoniSem tem uma – entre várias outras – coisa que sinto imensa falta de o NoMínimo não mais existir é a capacidade que os colunistas do finado site tinham de surpreender o distinto público com as suas opiniões.

Opiniões todos têm. Mas as sensatas, são raras. As sensatas baseadas em informação, ainda mais difíceis de se encontrar.

Essa é uma das minhas lamentações. Acompanho aqui, ali e acolá alguns dos remanescentes de NoMínimo. E saudei a volta nos últimos dias de outro cara do mesmo quilate dos três anteriores: Guilherme Fiuza.

Pois o Fiuza foi na pleura hoje. No ponto. Com invejável bom-senso, o país tomado pela tragédia com a menina Isabella Nardoni, morta após cair de uma janela do apartamento onde morava com os pais, ele escreveu:

O pai tem pinta de ser o assassino? Pode ser. O problema é que pode não ser.

O Brasil inteiro sofre. O Brasil inteiro quer justiça. Mas é bom avisar ao Brasil inteiro que a tragédia pertence, antes de tudo, à família da menina Isabelle. Sejam quem forem os vilões. Não é o Big Brother.

O texto é, antes de tudo, uma aula para quem é jornalista. Para os apressados de plantão e os integrantes dos tribunais de execução. Principalmente para um país em que a imprensa fabrica Escolas Base aos borbotões…

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