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o que obama nos ensina

Obama discursa na primária da Pensilvânia

é impressionante como a compreensão correta, a percepção exata pode fazer uma diferença considerável. ainda na madrugada de hoje, recebi esse e-mail do Comitê Eleitoral do senador Barack Obama.

Daniel —

Votes are still being counted in Pennsylvania, but one thing is already clear.

In a state where we trailed by more than 25 points just a couple weeks ago, you helped close the gap to a slimmer margin than most thought possible.

Thanks to your support, with just 9 contests remaining, we’ve won more delegates, more votes, and twice as many contests.

vocês já sabem que o candidato a candidato do Partido Democrata sofreu uma dura derrota para a senadora Hillary Clinton. Excepcional, nas palavras de quem acompanha a refrega de perto. Mas, o importante aqui, é o poder de mobilização que está sendo utilizado através da Web.

Obama venceu em 30 dos 44 estados onde já foram realizadas prévias. sua considerável margem foi conquistada numa importante seqüência de vitórias entre fevereiro e março. seu eleitorado, em sua maioria, é composto por jovens entre abaixo dos 30 anos.

há quem veja aí um verniz mercadológico para torná-lo um produto – Obama é iPod ou Mac? -, de modo a embalá-lo a um público que o compre por até três gerações.

e, neste novo momento da web, são os consumidores que estão indo ao encontro das marcas – e não mais o contrário. são eles que estão indo às ruas e às prévias votar. seguem obama. inclusive na rede.

em poucas palavras: mais mobilizado, este eleitor tem feito a diferença no jogo da escolha do Partido Democrata não só porque vota, mas porque cadastra novos eleitores. e a Web tem uma parcela importante nesse processo.

e é aqui que o excerto do e-mail que recebi do comitê de Obama atua. ao dizer que, ainda que os votos não tenham sido todos contados, eles agradecem a mobilização dos eleitores que permitiram reduzir uma diferença de 25 pontos percentuais entre a candidatura Clinton e a candidatura Obama.

não apenas isso: a campanha pede que a mobilização continue. que se permaneça cadastrando eleitores novos e mobilizando as pessoas a participar do processo. e esse papel é feito por gente que está por trás da estratégia de comunicação digital da campanha.

é uma lição importante. e é um belo estudo de caso de marketing político.

(ainda que cometa alguns erros. estou cadastrado com um zip code de beverly hills e recebi e-mails solicitando ajuda para cadastrar eleitores na pensilvânia. vá lá, talvez eu conheça alguém lá, não é? 😉 )

steven johnson em porto alegre

steven johnson

sabe aquele cara que você admira por ter idéias simples e brilhantes? não parece, de modo algum, pedante ou auto-suficiente. ao contrário, está mais próximo de ser o irmão mais velho que decifra alguns dos mistérios mais complicados do mundo?

pois então. tem um sujeito assim por quem nutro uma admiração profunda. steven johnson. quem já foi meu aluno ou teve oportunidade de conversar comigo sobre as mudanças na web sabe disso.

porque o johnson, entre outras coisas, também busca em marshall mcluhan pistas para os enigmas atuais dos meios de comunicação, especialmente os de suporte digital. não que todas as respostas estejam lá, mas estão bem iluminadas.

longe de ser teórico chato, steven johnson é de uma clareza absurda em seus dois primeiros livros – a cultura da interface e, especialmente, em emergência -, faculdade essa que apenas só é desenvolvida por quem tem o leitor como foco, e não o próprio umbigo. leituras obrigatórias.

(para quem quiser ir adiante, há ainda surpreendente!, pela editora campus, e de cabeça aberta e o mapa fantasma, pela mesma jorge zahar que editou seus dois primeiros livros no brasil.)

pois bem. johnson estará em porto alegre, dia 16 de fevereiro, participando da conferência mundial sobre o desenvolvimento de cidades. ele fará a conferência da noite de encerramento do evento.

vocês podem notar a minha tristeza por não estar na cidade nesse dia. merecidamente, estarei em férias, quatro anos depois da última. em vez de guardar a informação comigo, resolvi compartilhá-la com todos, na esperança que alguém vá e me conte o que eu perdi.

a (outra) descoberta da piauí

Soldado americano mutilado no Iraqueainda que a piauí tenha entrado recentemente no noticiário político com a polêmica entrevista do pai do mensalão, josé dirceu, há um texto imperdível, assinado com maestria por dorrit harazim.

com a competência que lhe é peculiar, uma das melhores repórteres do país conta o drama dos jovens americanos entraram no esplendor da saúde no iraque e voltaram de lá mutilados.

este é o gancho para levantar as informações sobre os avanços que só as guerras são capazes de catapultar: como a medicina militar está mudando a história.

é desses casos que pouco se comenta.

vá atrás de um e encontre o outro. vale a pena.

eu aderi

pinochet: ex por quê?

UOL capa morte augusto pinochet

a morte do ditador chileno augusto pinochet torna-o ex, por acaso?

globo.com capa morte augusto pinochet

desnecessário argumentar porque pinochet é e sempre será um ditador. um dos mais cruéis da história do século 20, mentor da operação condor – que seqüestrou, “desapareceu” e assassinou mais de 3 mil pessoas no chile.

fora a colaboração para fazer o mesmo em outros países do cone sul.

pena que não foi julgado em vida pelos crimes e pelas mortes que cometeu, arquitetou e cooperou na argentina, brasil, uruguai e paraguai.

atos e entreatos de lula

dezoito dias após o ricardo calil falar de ‘atos‘, a monica bergamo e o josias de souza acordaram pra vida…

não vejo grande problema dar uma informação com atraso. desde que a compensação pelo atraso seja uma informação mais densa, mais analítica ou melhor, simplesmente.

a saber, ‘atos‘ é uma extensão de ‘entreatos‘, de joão moreira salles, em que o diretor documenta a campanha de luiz inácio lula da silva à presidência da república em 2002.

entreatos joão moreira salles lula

o ano é importante para a leitura das cenas e das personagens que estrelam o filme. zé dirceu, mercadante, lulinha, freud atuando nos bastidores. no comments…

[btw, das resenhas, a do calil foi excelente. josias apenas cita bergamo, que faz um feijãozinho com arroz…]

o que moore tem de genro

essa definição do michael moore eu não tinha visto ainda.

não sei se foi um elogio ao tarso, também. 😉

Hollywood, como se sabe, acha lindo assumir posições políticas, mas não entende nada de política. Por isso, está sempre procurando uma indignação de porta de cadeia para retocar o glamour de Beverly Hills. A caricatura mais recente desse fenômeno é o sucesso panfletário do documentarista Michael Moore.

Moore é uma espécie de Tarso Genro da indústria cinematográfica. Faz discursos grandiloqüentes a favor do bem e contra o mal, mostra como a guerra é ruim e a paz é boa, é branco e diz que os negros é que têm razão, e acima de tudo, não aceita, não tolera, não concebe, não suporta Bush – com todas as suas forças. Ou seja: um valente que não corre riscos.

vale a pena ler o fiúza.