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imortal é o internacional

Alexandre Lops/Divulgação Internacional
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não cabem em poucas palavras o que ocorreu ontem à noite com o internacional. perder um jogador aos 22 segundos, tomar um gol aos dois minutos e virar o jogo para 3×1 ainda no primeiro tempo, não é para qualquer um.

a classificação seria um caminho natural no tempo complementar. ainda que com alguns percalços, como as rotineiras bolas na trave que em outros tempos teriam entrado. tudo, no jogo contra o paraná, conspirava para voltasse a ocorrer as grandes tragédias que acompanharam o inter tempos atrás.

a imortalidade, tão reivindicada pelos tricolores da azenha, só acompanha os grandes times. e o inter dessa quarta-feira de abril não foi grande. foi gigante. como em yokohama.

para uma versão menos passional do jogo, recomendo a leitura do texto do meu grande amigo leonardo oliveira, editor de esportes de zero hora. ele consegue transmitir ao leitor a nítida sensação de ele ainda estar em campo, torcendo pelo quarto gol – o da classificação.

mais não posso escrever.

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Quando a Laranja vira Bergamota Mecânica

Ainda que seja um tanto quanto cedo para que se atribua este rótulo ao Internacional, a tropicalização do conceito de carrossel, feita pela Placar, mostra que ainda é possível ser criativo no Jornalismo.

Bergamota Mecânica

O centro do país, ao que parece, começa a prestar atenção ao remodelado time Abel Braga – ainda que boa parte dos jogadores tenham permanecido na equipe.

A comparação entre a Seleção da Holanda de 1974, a Laranja Mecânica, e o colorado, apesar de criativa, é perigosa porque pode contaminar os jogadores. Ainda que o trecho abaixo se aproxime e muito ao conceito de futebol total.

Um dos principais elementos que movem a Bergamota Mecânica é a capacidade de seus jogadores de executarem múltiplas funções. Na defesa, Índio é zagueiro e ala-direito; o colombiano Orozco, líbero e volante; Marcão, zagueiro e ala pela esquerda. No meio-campo, Wellington Monteiro trabalha como ala-direito, volante e até zagueiro; Edinho é volante e zagueiro; Magrão, volante, meia e atacante. Alex joga como meia, atacante e até volante. Guiñazu só não atuou como goleiro. Fernandão e Iarley são meias e atacantes.

A esse novo Inter resta um grande título para provar que Bergamota Mecânica é um elogio, e não um artifício para envenenar o time…

há um ano

Adriano Gabiru

no japão

a gênese

como jornalista, trabalho com fatos. e este registro histórico precisava ser feito.

coligay grêmio

erram os historiadores do futebol quando creditam a avalanche aos hinchas argentinos. foi na arquibancada do monumental da azenha, não o de nuñez.

algum gremista ainda vai ter peito de negar a existência da coligay?

sobre derrotas e vitórias

recebi por e-mail, após a eliminação do inter e a classificação do grêmio na libertadores. não sei de quem é a autoria, mas é um baita recado…

O Saci te observa

Te observo, co-irmão. Algo longe, pois meu escudo e espada não foram suficientes para vencer mais uma guerra. Estava cansado, mas achei que não precisava comer nem beber água. Estava imbuído do espírito que me levou às grandes glórias que trago no peito. Fracassei, agora apenas descanso. Fecho as feridas para uma nova batalha, enquanto te vejo seguir adiante nos campos que conquistei.

Teu povo faz troça e diz que não sou o mesmo. Não me importo. Sei do respeito que tens e sei que hoje só enchem a relva por estarem seguros da minha ausência. Sempre que nos cruzamos, co-irmão, nas grandes batalhas, eu venci. A minha saída te dá a esperança de um futuro melhor. Sei que funciona desse jeito, como sempre funcionou. Hoje, sento no cume do monte onde ergui meu palácio, de onde posso ver toda a terra coberta com as minhas bandeiras vermelhas. Daqui, vejo que tens algumas virtudes. Sabes aproveitar a vantagem sobre os fracos inimigos. Tens um comandante que conheço, pois foi criado na minha casa, o que lhe dá a virtude de vencer sabendo por quê, mesmo com os temores da juventude.

Não sei se tens, porém, as virtudes para desalojar-me do meu palácio. Seria doído entregá-lo para o eterno rival, dizem meus pupilos, que fazem votos pelo teu fracasso. Eu havia deixado de me importar contigo já faz alguns anos, quando te via chafurdar nos charcos de lama junto com adversários de segunda. Depois, quando saíste do poço, até olhei de soslaio, mas estava mais preocupado afiando a espada, pois a conquista do mundo era um caminho a trilhar.

Como admites, co-irmão e rival, foi um caminho e tanto. Cruzamos o mundo a falcione, vencemos os pequenos e gigantes. Alguns dos teus discípulos, tomados de inveja, desdenharam. Disseram ser inglórias as batalhas, mentirosas as conquistas. Chegaram a queimar o meu jardim numa tentativa súbita de chamar atenção. O bem maior me esperava, então pouco liguei para coisas pequenas como o ciúme.

Hoje, jogando nos mesmos campos, tu segues adiante, eu fico. Tivemos o mesmo caminho, mas lutei contra escudos de metal e tu, contra broquéis de madeira. Faz parte. Quem um dia dobrou o aço não se contenta em partir o ferro. Fui soberbo, foste humilde. Cabe a mim perceber onde errei e seguir adiante para mais uma conquista.

Não vou pedir de ti, rival, a modéstia que nunca tiveste. Teus pupilos não falam, mas sabem a verdade. As taças que tens para conquistar estão no meu palácio e um longo caminho ainda tens para percorrer antes de tocá-las. Se o fizerdes, serás digno do meu cumprimento. Se fracassares, ao menos veja minhas pegadas e reaprenda como se constrói o caminho. Seguirei te observando, do topo do mundo, de onde podes ver a fumaça do meu cachimbo.

Daquele que sempre te venceu e hoje tem o mundo aos seus pés,

SCI

o fiasco eternizado

o fiasco do presidente do inter, fernando carvalho, na tribuna de honra do estádio de yokohama, no momento do gol de adriano gabiru.

se você acordou agora e não sabe do que se trata, trata-se do gol que deu o título mundial de clubes ao internacional. detalhe: em cima do barcelona, não do hamburger, quer dizer, hamburgo 😉

gremista explica a copa toyota

DIÁLOGO DE PAI GREMISTA COM SEU FILHO

Domingo, dia 17 de dezembro, o filho gremista pergunta para o pai, também gremista:

– Pai, porque os colorados estão comemorando?
– Porque eles foram campeões do mundo, diz um conformado pai.
– Mas pai, nós também somos campeões do mundo, né?
– Sim!, exclama imediatamente um animado pai. Ao fundo, foguetório.
– Pai, tem vídeo teu no youtube na comemoração e fotos da festa do Mundial?
– Não, guri. Naquela época não existia youtube e câmera digital. Aliás, nem internet tinha.
– Não???? Bah, que estranho… E o Inter ganhou do Barcelona, aquele time que vemos todos os domingos na tv, né? E nós, de quem ganhamos?
– Do Hamburgo, 2×1 na prorrogação.
– Hamburger? Que time é este?
– HamburGO. Na época era o campeão europeu.
– E depois?
– Nunca mais ganhou nada, hoje é time médio na Alemanha. Eles foram com time misto, tavam mal no Alemão.
– Mas eram bons? Tinham craques que nem o Ronaldinho, o Deco, o Eto’o?
– Claro, tinha o… Rollf e o Magath!

Confuso, mas confiando no pai, o guri diz:
– Hm, tá bom… Ah, este Hamburger era que nem o Once Caldas da Colômbia, né?
– Como você pergunta coisas! Já falei que é HAMBURGO, com GÊ-Ó no final! O que mais tu quer saber, hein?
– Contra quem jogamos nas semifinais? Um time da Ásia?
– Não, guri. Na época não tinha isto, era um jogo só da Europa contra a América do Sul.
– Hm, entendi.. Então na época, só haviam descoberto dois continentes?
– Mas saco (nesta hora o pai já está bem irritado com o interrogatório)! Não, é que não tinha representantes dos outros continentes. Era só 1 jogo, e só entre eles.

Tentando amenizar, mas muito curioso ainda, o menino pergunta:
– Pai, tem imagem de TV da entrega da nossa taça do Mundial?
– Tenho! Peraí, tenho que pegar o videocassete betamax que tá no sótão e instalar na TV velha da sala. O pai vai rápido, todo feliz e instala em 10 minutos. A imagem tá ruim, mas dá para ver a entrega direito.

Neste momento, passa uma horda de colorados na frente do prédio gritando: “colorado, colorado: nada vai nos separar…”
– Pai, quem é este japonês que tá entregando a taça pro nosso time? Era o presidente da FIFA na época? Quem era antes do Blatter?
– Hm, não lembro. Deixa eu ver o que tá escrito na tela. Ah, tá ali. “Toyota Maintenance Manager”, então é o Gerente de Manutenção da Toyota.
– Entendi tudo então pai! Então quer dizer que também somos campeões do mundo, mas na época não tinha internet nem câmera digital, e gravado em um sistema que não existe mais. Que ganhamos de um time que era zebra na Europa, que não tinha semifinal e o mundo do futebol só tinha dois continentes. E que o prêmio pela conquista foi entregue por um funcionário subalterno da patrocinadora do jogo…

O pai suspira, escutando pela milésima vez ao fundo “.. o teu presente diz tudo, trazendo a torcida alegres emoções…” e diz: “é, vai ser difícil convencer o outro…”

Escrito por: Alexandre Perin.