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the spirit, por frank miller

se tem um (anti-)herói pelo qual eu devoto minha fé nos quadrinhos ele atende pelo nome de denny colt – ou, the spirit.

armado na maior parte das vezes apenas com os punhos, the spirit enfrenta os vilões de central city (aka nova york), sem os dilemas existenciais de batman ou homem-aranha.

o humor e o traço genial de will eisner – quase cinematográfico – são indeléveis, e reconhecíveis a quilômetros de distância. seja em preto e branco ou em cores, the spirit é uma aula. de enquadramento. de roteiro. de perspicácia e, por vezes, sarcasmo.

em dezembro, o filme assinado por frank miller entra em cartaz nos estados unidos. espero que miller tenha a decência de não transformar o (anti-)herói de eisner em um caricato personagem de sin city.

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as coincidências dos batman

ainda na expectativa de dark knight, o excelente college humor fez a comparação entre o trailer do mais recente filme da série batman e do primeiro, de 1989.

mais semelhanças do que imagina a nossa vã filosofia…

um presente de fim de ano

hitchcock profileo bom de se ter a coleção de filmes do hitchcock é que nunca é demais rever seus filmes.

mesmo os que não estão no mesmo nível do mórbido jogo de festim diabólico ou dos desejos inconfessáveis de pacto sinistro. ainda assim são grandes filmes, e a marca do diretor permanece lá, indelével.

é impressionante como o cinema perdeu a autoria. e hitchcock é autoral por definição, do princípio ao fim – da concepção do storyboard ao obcecado processo de controle sobre a obra.

a presença da câmara, o estímulo ao voyerismo, a cumplicidade estabelecida com o espectador e a plasticidade das cenas são chave para entendê-lo. pouquíssimos diretores da atualidade conseguem manter um estilo, uma forma, de modo a se fazer reconhecer pelo público em poucos segundos de uma cena.

(não citarei o nome que me vem a cabeça. certamente serei massacrado pelos dois leitores que restaram e não me abandonaram após a dissertação)

hitch era assim. não me estendo porque qualquer coisa que se escreva, aqui ou em outro lugar, é passível de ser tomado por óbvio. que seja. é verdade.

se alguém quer uma idéia sobre o quê me dar de presente, um filme do hitch seria um belo agrado… ainda que seja necessário perguntar-me se já não o possuo. 😉

v for vendetta, e for eggy

há posts que me arrependo de não ter escrito. está na cabeça, mas o cotidiano prioriza outras coisas, e eles ficam para trás, sem que eu possa dividi-los.

v for vedetta

um do filme mais tocante que assisti neste ano foi V de Vingança. insuperável até o momento, e duvido que algo possa transpor tanto a mensagem [o povo não deveria temer seu governo; o governo que deveria temer seu povo], quanto na estética, na adaptação da HQ de Alan Moore.

para mim, V de Vingança lembra muito Clube da Luta [você não é o que você veste; você não é o que você compra], principalmente pela ideologia que passa.

mas eu perdi a oportunidade de falar sobre lá atrás, logo que assisti ao filme. pena. entretanto, encontrei uma desculpa para resgatá-lo. olhe a imagem abaixo.

egg in a basket v for vendetta
V oferece a Evey algo que no filme é chamado de french toast. ela, inclusive, menciona que o café da manhã contém manteiga – um artigo racionado pelo regime autoritário britânico.

é o momento em que nosso anti-herói se aproxima mais da anti-heroína, há um diálogo fraterno, e sabemos um pouco mais da história que cerca os dois protagonistas. enfim. ocorre que eu queria fazer a frech toast para a clarissa.

pesquisando, descobri que não se trata de uma simples french toast. ao contrário.

na verdade, o prato preparado é uma variante do que conhecemos no brasil por rabanada. o que V cozinha é egg in a basket. e é muito mais simples de preparar do que parece no filme dos irmãos wachwoski.

mais uma lição de V.

a beleza de shyamalan

acompanho há algum tempo o brainstorm #9. vale a pena.

quem me lê o que escrevo sabe já há algum tempo que sou fã de m. night shyamalan. mas não vou fazer a defesa de seu último filme.

a dama na água
prefiro subescrever tudo o que o carlos merigo diz a respeito de ‘a dama na água‘. acompanhe:

Mesmo assim, a crítica especializada insiste que Shyamalan faz um filme pior que o outro e está enterrando sua carreira. Com “A Dama na Água” não foi diferente, tornando-se o filme mais criticado do diretor hindu-americano.

Vamos considerar então que “A Dama na Água” fosse mesmo um filme terrível, primário e inassistível, como alardearam os críticos estrangeiros. Teríamos então a primeira obra realmente ruim de uma carreira brilhante, ou como disse o próprio Shyamalan: “Ainda terei acertado 80% das vezes.”

Acontece que “A Dama na Água” passa longe de ser um filme ruim, pelo contrário. É um belo e imaginativo conto de fadas, comovente e criativo como há muito tempo o cinema não via. É sim sua obra mais pessoal, o que exige uma profunda entrega do espectador para se deixar levar pela história (como diz o próprio nome da narf, a ninfa da água).

eu realmente acredito que shyamalan é um dos mais criativos e inovadores cineastas da atualidade. ainda que, claramente, se inspire em hitchcock e spielberg.

o que não é de todo mal, convenhamos. há quem se baseie em nomes muito menos votados, diga-se.

como diz a clarissa, a sutileza é a marca mais (in)visível do trabalho de m. night shyamalan. entendê-lo, portanto, não é para qualquer um.