the spirit, por frank miller

se tem um (anti-)herói pelo qual eu devoto minha fé nos quadrinhos ele atende pelo nome de denny colt – ou, the spirit.

armado na maior parte das vezes apenas com os punhos, the spirit enfrenta os vilões de central city (aka nova york), sem os dilemas existenciais de batman ou homem-aranha.

o humor e o traço genial de will eisner – quase cinematográfico – são indeléveis, e reconhecíveis a quilômetros de distância. seja em preto e branco ou em cores, the spirit é uma aula. de enquadramento. de roteiro. de perspicácia e, por vezes, sarcasmo.

em dezembro, o filme assinado por frank miller entra em cartaz nos estados unidos. espero que miller tenha a decência de não transformar o (anti-)herói de eisner em um caricato personagem de sin city.

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as coincidências dos batman

ainda na expectativa de dark knight, o excelente college humor fez a comparação entre o trailer do mais recente filme da série batman e do primeiro, de 1989.

mais semelhanças do que imagina a nossa vã filosofia…

o velho pinball sobrevive

admito. eu sou muito saudosista dos tempos em que passava as tardes nas mesas de pinball em algum fliperama calourento na praia.

como qualquer outro jogo, ele também tem a sua lógica e uma maneira específica de ser batido. e cada máquina o seu modo, e esse era um dos encantamentos do jogo. quando se acertava uma seqüência, logo alguns se amontoavam ao redor da mesa para acompanhar a partida.

o problema, no caso do pinball, é que ele é um jogo que exige algum conhecimento de física – ao contrário dos jogos eletrônicos de duas décadas atrás, em que esse atributo sequer era cogitado.

parte da culpa de jogar o corpo para o lado, dar as tradicionais batidinhas na máquina (cuidado com o tilt!), chutar o chão e torcer para que a bolinha não escapasse aos bumpers é resultado da física empregada nas mesas inclinadas feitas para a bolinha descer em direção ao centro, bem entre os bumpers.

bons tempos.

o new york times de hoje conta a história do último fabricante de pinball dos estados unidos – ele se mantém firme apesar do assédio de Wii e Playstation bem em meio à sua seara.

deu uma saudade tremenda…

ps: se alguém souber quem queira vender uma maquinha dessas, estou na fila. 😉

a volta de lost

post-it no blog para lembrar que hoje recomeça a quarta temporada de lost na ABC.

hora de revisar os torrents, agendar downloads e visitar os blogs da série…

imortal é o internacional

Alexandre Lops/Divulgação Internacional
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não cabem em poucas palavras o que ocorreu ontem à noite com o internacional. perder um jogador aos 22 segundos, tomar um gol aos dois minutos e virar o jogo para 3×1 ainda no primeiro tempo, não é para qualquer um.

a classificação seria um caminho natural no tempo complementar. ainda que com alguns percalços, como as rotineiras bolas na trave que em outros tempos teriam entrado. tudo, no jogo contra o paraná, conspirava para voltasse a ocorrer as grandes tragédias que acompanharam o inter tempos atrás.

a imortalidade, tão reivindicada pelos tricolores da azenha, só acompanha os grandes times. e o inter dessa quarta-feira de abril não foi grande. foi gigante. como em yokohama.

para uma versão menos passional do jogo, recomendo a leitura do texto do meu grande amigo leonardo oliveira, editor de esportes de zero hora. ele consegue transmitir ao leitor a nítida sensação de ele ainda estar em campo, torcendo pelo quarto gol – o da classificação.

mais não posso escrever.

o que obama nos ensina

Obama discursa na primária da Pensilvânia

é impressionante como a compreensão correta, a percepção exata pode fazer uma diferença considerável. ainda na madrugada de hoje, recebi esse e-mail do Comitê Eleitoral do senador Barack Obama.

Daniel —

Votes are still being counted in Pennsylvania, but one thing is already clear.

In a state where we trailed by more than 25 points just a couple weeks ago, you helped close the gap to a slimmer margin than most thought possible.

Thanks to your support, with just 9 contests remaining, we’ve won more delegates, more votes, and twice as many contests.

vocês já sabem que o candidato a candidato do Partido Democrata sofreu uma dura derrota para a senadora Hillary Clinton. Excepcional, nas palavras de quem acompanha a refrega de perto. Mas, o importante aqui, é o poder de mobilização que está sendo utilizado através da Web.

Obama venceu em 30 dos 44 estados onde já foram realizadas prévias. sua considerável margem foi conquistada numa importante seqüência de vitórias entre fevereiro e março. seu eleitorado, em sua maioria, é composto por jovens entre abaixo dos 30 anos.

há quem veja aí um verniz mercadológico para torná-lo um produto – Obama é iPod ou Mac? -, de modo a embalá-lo a um público que o compre por até três gerações.

e, neste novo momento da web, são os consumidores que estão indo ao encontro das marcas – e não mais o contrário. são eles que estão indo às ruas e às prévias votar. seguem obama. inclusive na rede.

em poucas palavras: mais mobilizado, este eleitor tem feito a diferença no jogo da escolha do Partido Democrata não só porque vota, mas porque cadastra novos eleitores. e a Web tem uma parcela importante nesse processo.

e é aqui que o excerto do e-mail que recebi do comitê de Obama atua. ao dizer que, ainda que os votos não tenham sido todos contados, eles agradecem a mobilização dos eleitores que permitiram reduzir uma diferença de 25 pontos percentuais entre a candidatura Clinton e a candidatura Obama.

não apenas isso: a campanha pede que a mobilização continue. que se permaneça cadastrando eleitores novos e mobilizando as pessoas a participar do processo. e esse papel é feito por gente que está por trás da estratégia de comunicação digital da campanha.

é uma lição importante. e é um belo estudo de caso de marketing político.

(ainda que cometa alguns erros. estou cadastrado com um zip code de beverly hills e recebi e-mails solicitando ajuda para cadastrar eleitores na pensilvânia. vá lá, talvez eu conheça alguém lá, não é? 😉 )

ação contra o bloqueio do wordpress

sob a ameaça de ter meus blogs bloqueados por conta da execução de uma decisão judiciária que não me diz respeito diretamente – o que inclusive já discuti aqui -, resolvi compartilhar com vocês duas informações.

a primeira pode ser vista à esquerda: é um logo da campanha pelo não bloqueio do serviço wordpress.com – a ação não é minha, apenas a apóio. solicitar que um blog que lesou a honra de alguém seja cassado, vá lá. a justiça serve exatamente para mediar essas situações. mas bloquear todo o serviço e toda a comunidade, é algo nunca visto antes.

a segunda é a ação que o matt mullenweg, um dos caras que gerou a ferramenta, vai fazer no brasil para evitar o desastre iminente. matt foi avisado por sua equipe depois que rodrigo ghedin, do excelente pblog, mandou uma mensagem alertando o que está por acontecer com o serviço gratuito de hospedagem de blogs do wordpress.

é de se esperar alguma sensatez nesse caso… ou a emergência mostrará a sua força.