recebi por e-mail, após a eliminação do inter e a classificação do grêmio na libertadores. não sei de quem é a autoria, mas é um baita recado…
O Saci te observa
Te observo, co-irmão. Algo longe, pois meu escudo e espada não foram suficientes para vencer mais uma guerra. Estava cansado, mas achei que não precisava comer nem beber água. Estava imbuído do espírito que me levou às grandes glórias que trago no peito. Fracassei, agora apenas descanso. Fecho as feridas para uma nova batalha, enquanto te vejo seguir adiante nos campos que conquistei.
Teu povo faz troça e diz que não sou o mesmo. Não me importo. Sei do respeito que tens e sei que hoje só enchem a relva por estarem seguros da minha ausência. Sempre que nos cruzamos, co-irmão, nas grandes batalhas, eu venci. A minha saída te dá a esperança de um futuro melhor. Sei que funciona desse jeito, como sempre funcionou. Hoje, sento no cume do monte onde ergui meu palácio, de onde posso ver toda a terra coberta com as minhas bandeiras vermelhas. Daqui, vejo que tens algumas virtudes. Sabes aproveitar a vantagem sobre os fracos inimigos. Tens um comandante que conheço, pois foi criado na minha casa, o que lhe dá a virtude de vencer sabendo por quê, mesmo com os temores da juventude.
Não sei se tens, porém, as virtudes para desalojar-me do meu palácio. Seria doído entregá-lo para o eterno rival, dizem meus pupilos, que fazem votos pelo teu fracasso. Eu havia deixado de me importar contigo já faz alguns anos, quando te via chafurdar nos charcos de lama junto com adversários de segunda. Depois, quando saíste do poço, até olhei de soslaio, mas estava mais preocupado afiando a espada, pois a conquista do mundo era um caminho a trilhar.
Como admites, co-irmão e rival, foi um caminho e tanto. Cruzamos o mundo a falcione, vencemos os pequenos e gigantes. Alguns dos teus discípulos, tomados de inveja, desdenharam. Disseram ser inglórias as batalhas, mentirosas as conquistas. Chegaram a queimar o meu jardim numa tentativa súbita de chamar atenção. O bem maior me esperava, então pouco liguei para coisas pequenas como o ciúme.
Hoje, jogando nos mesmos campos, tu segues adiante, eu fico. Tivemos o mesmo caminho, mas lutei contra escudos de metal e tu, contra broquéis de madeira. Faz parte. Quem um dia dobrou o aço não se contenta em partir o ferro. Fui soberbo, foste humilde. Cabe a mim perceber onde errei e seguir adiante para mais uma conquista.
Não vou pedir de ti, rival, a modéstia que nunca tiveste. Teus pupilos não falam, mas sabem a verdade. As taças que tens para conquistar estão no meu palácio e um longo caminho ainda tens para percorrer antes de tocá-las. Se o fizerdes, serás digno do meu cumprimento. Se fracassares, ao menos veja minhas pegadas e reaprenda como se constrói o caminho. Seguirei te observando, do topo do mundo, de onde podes ver a fumaça do meu cachimbo.
Daquele que sempre te venceu e hoje tem o mundo aos seus pés,
SCI
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A dissertação deve estar pronta?!?!
Afinal, já está sobrando tempo para retomar o blog…
só passei aqui (apesar de estares ME INGUINORANDO pelo jeito) pra te dizer que acabo de comprar uma TRICOLOR OFICIAL. e tava lotado o quiosque. ok, não era pra mim, mas pra minha irmã (gremista) dar de presente pro namorado (gremista). meu pai, aliás, é gremista também.
o quiosque do inter tava vazio. e a camiseta do inter tava OZÓLIO da cara.
só pra dizer mesmo. assim tu tem motivo pra não falar mais comigo.
O engraçado é que 23 anos de tu conseguires
levar essa taça para o teu armário, ela já
estava brilhando no meu. E essa que eu estou
lutando pra ganhar, já foi minha duas vezes.
Não esquece, eu estou lutando para trazer essa
taça pra cá pela terceira vez.
Tu até estás no topo agora, mas vais sair daí
em dezembro. Pode até ser outro, pode ser que
eu não chegue perto. Mas, quando outro ocupar
esse lugar, tu vais voltar para o lugar onde eu
estou hoje. Cuidado pra não te machucares na
queda.
Eu já estive tão lá em baixo, mas tão lá em
baixo, que sei como dói. Mas também já estive
aí onde tu estás. E sei como é bom.
Não esquece.
E se eu for o merecedor de estar aí, no final
do ano, seja educado e me entregue a taça em
mãos, por favor.
[...] não é de autoria minha, mas infelizmente também não sei quem é o ilustre autor, eu retirei do blog do prof. Daniel Bittencourt. Após ler pensei que aquele texto devia correr os blogs para deixar bem claro aos gremistas o [...]